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9.5.12

iNdiAnS

20.12.11

uM bOm NaTaL pArA tOdOs

17.10.11

PrAçA dA fGueiRa 1998




































Nesses anos ainda era lindo andar pela Baixa Lisboeta. A política dos chicos espertos, que de um dia para o outro descobriram o mundo,phodeu tudo!

22.9.11

Ribeira

(A aguarela de Joa)



Júlio Resende
Um dia vi uma exposição dele e não gostei. Mas um pintor não é uma exposição, e um grande pintor como qualquer grande artista não faz apenas coisas boas. São fases. A arte; tudo; nós, somos feitos de coisas boas e más. Só havendo coisas más, haverá coisas boas. Em arte não existem cores más ou feias, mas existem cores que têm de fazer de cores más e feias, para que as cores eleitas para serem boas possam ser vistas como tal. É assim como os atores num filme, uns têm de encarnar o papel de maus para que os outros sejam bons.

Vi coisas maravilhosas desse mestre da pintura, que tendo a oportunidade de mostrar o que vale, o fez com grande brio. Passem pelo Jardim Zoológico, Metro, e deixem-se levar pela graça ali esboçada, é uma merecida e bela homenagem.
É um homem que atingiu uma grande profundidade, sensibilidade, no mundo das cores, das transparências, das formas. Vejam bem: profundidade, transparência, sensibilidade.
Desejo ardentemente que apareçam entidades que digam de sua obra coisas que possam valer a esta sociedade de cultura tatuada à flor da pele furada com argolas.
Precisamos urgentemente de aprofundar o bicho que se quer humano para que a cada dia, esse ser que perdeu a cauda, não se limite a enfeitar e abanar o rabo cada vez mais.
A morte é apenas a não existência, algo mais, pouco mais, a desconjuntura do puzzle organizado celular de algo com vida. A vida é uma gracinha, o fruto mais alto da matéria erguido num facho efémero. Nada mais lindo se pode imaginar que o fruto da vida proveniente do barro. O regresso ao estadio original nada tem de dramático. Mas pode-se tornar uma beleza a recordação de quem deixou obra em flor como Júlio Resende o fez.

10.8.11

oUTro mOdo dE FaZEr aS MãOs FeLiZes

Nos esboços feitos ao vivo, tempo limitado, de fugida, ainda por cima roubados, consegue-se por vezes uma graça, uma frescura ímpar.
Um dia descobri que fumava mais por causa das mãos. Eu não sabia andar de mãos desocupadas.
Então num bar à espera de amigos, as mãos eram uma tortura, fugindo de cima da mesa, subindo para cima da mesa... Os cigarros, oh, sim, eram o ideal, em qualquer parte onde estivesse, Está fumando! Estou fumando! ‘estavam justificados o tempo e o lugar, e as mãos sorriam felizes nesse levar e trazer o cigarro da boca, no acender, enrolar...

Mas fumar tanto por isso, não é imbecil? É! atirei o maço quase cheio ao ar, comprando pouco depois outro. Mas eu tinha descoberto outro modo de fazer as mãos felizes. Um bloco de papel e uma caneta!